Quando joguei Quake I online pela primeira vez fiquei absolutamente fascinado pela possibilidade de jogar, no mesmo mapa, com uma série de jogadores conectados querendo destruir um a outro. A empolgação com essa novidade foi tanta que o excesso de LAG não era problema. Por conseqüência, as desagradáveis paradas no game eram constantes, seu player morria e você não se quer sabia quem matou você, porém, mesmo com esses problemas não deixava de continuar jogando. A verdade é que os desenvolvedores do título se preocuparam apenas com o movimento que era feito de um poto X para um Y e transmitir as coordenada via broadcast para outros players. Diga-se de passagem que esse foi o primeiro títulos (ou um dos primeiros) desenvolvidos com a possibilidade de travar batalhas pela Internet.
O idealizador disso tudo foi nada menos do que John Carmak, fundados da ID Sofware que anteriormente colocou no mercado títulos de sucesso como Wolfenstein e Doom (títulos que alavancaram o estilo de “jogos de primeira pessoa”). Carmak, como desenvolvedor talentoso, evoluiu a modalidade com o desenvolvimento da engine 3D para seus títulos e posteriormente o protocolo multiplayer que começou a vir a partir dos títulos posteriores.

Carmak foi um gênio ao desenvolver e evoluir a engine dos primeiros jogos de primeira pessoa para o cenário que conhecemos hoje. Méritos para também para o desenvolvimento e evolução do protocolo de jogo. Fazendo com que o mesmo ficasse cada vez mais limpo e refinado, tanto que, na maioria das vezes a animação era mantida quando havia muito lag. Os problemas surgiram quando havia muitos jogadores no mesmo mapa, nesse ponto tínhamos a latência da rede e do processador para processar os movimentos de tantos jogadores. Uma curiosidade foi o fato de ter desenvolvido seus primeiros títulos iniciais sobre um NeXT em um NeXTSTEP OS e posteriormente ter migrado para a plataforma Windows.

Os títulos da ID ficaram famosos juntamente com o estilo de jogos muiltiplayer de primeira pessoa. Fabricantes desenvolveram seus títulos que também tinha o mesmo esquema de combate e, diga-se de passagem, utilizavam a mesma engine para seus jogos de primeria pessoa (a engine é um assunto para o próximo blog).
Ao desenvolver o título de maior sucesso, o Quake III, que foi, em minha opinião, o melhor título, engine e protocolo, possibilitou com que os combates fossem cada vez mais divertido e fáceis de jogar. Essa “leveza” nos jogos muitiplayer tornou famoso, não só a engine, mas também o protocolo de comunicação que era bem mais evoluído. A forma de jogo é simples, mapas são abertos e ao mesmo tempo bem limitados, ou seja, não são tão extensos como os títulos anteriores já que a finalidade era apenas batalhas multiplayer.

Escrevi esse post não apenas por gostar dos títulos da ID (mesmo sem lança nada após o Quake 4 e o Doom 3), mas especificamente pelo protocolo de comunicação muitiplayer da ID. O melhor de tudo é que a ID Software disponibilizou toda engine e protocolo do Quake III na área de download da ID Software como GPL. Portanto, o próximo passo é fazer compilar os fontes e estudar os fontes do protocolo.

A leitura dos fontes não é tão complexa, acredito que me ajude em melhorar meus protocolos desenvolvidos para P2P. No site a engine está configurada para abrir no Visual C++ da Microsoft e abriu perfeitamente no meu Visual Studio 2008 após pedir para remover os arquivos do Source Safe. Pra quem gosta essa é uma excelente oportunidade. Estarei postando futuramente sobre os trabalhos futuros.





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