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Por onde anda o Prevayler ?

August 1st, 2009 1 comment

Lembro-me como fosse hoje quando, fuçando na net, encontrei um texto escrito por Klaus Wuestefeld. O texto iniciava com uma pergunta: Você ainda usa banco de dados? A primeira vista aparentava ser um texto provocativo e por isso decidi da uma lida. Ao ler o texto, o que me chamou mais atenção, foi o fato do framework ser 10.000 vezes mais rápido que bancos de dados relacionais.

Com a curiosidade a tona decidi baixar o JAR, junto com os fontes do projeto, para ver do que se tratava e como era feito essa proeza. Notei que era um framework que fazia um processo de serialização da JVM de forma mais elaborada com logs, transações e integridade dos objetos persistidos. Ou seja, um mecanismo de persistência simples e que atendia a aplicações de pequeno porte. A empolgação foi tanta que até fiz minha monografia da faculdade sobre ele.

Ter disponível um framework que implemente um novo conceito de persistência chamou atenção não só de brasileiros, tanto que muitos desenvolvedores se juntaram no desenvolvimento do frameworks, plugins para Eclipse e uma implementação do SQL para consultar objetos “prevalecidos”. Ma o que aconteceu? Porque não vingou? Bom, a resposta dessas perguntas eu não tenho. As suposições são muitas. Uma delas seria a aceitação e a barreira da mudança de paradigmas. Muitos até tiveram boa intenção de utilizar em suas aplicações. Um exemplo disso é o ThinFeeder e portal JavaFree. Lembro que o JavaFree teve uma série de problemas de concorrência ao disponibilizar o portal com a camada de persistência com prevayler.

Deixei de acompanhar a evolução do framework já faz um tempo, acredito que tenham resolvido os velhos problemas de concorrência, portanto não tenho em detalhes das melhorias e de novas funcionalidades do framework. Porém, acredito que seria uma boa oportunidade de investir na evolução desse framework polêmico. Quem tiver curiosidade o site do projeto está aqui.

O projeto encontra-se maduro, porém, a quebra de paradigmas ainda é uma barreira para a adoção do framework em suas aplicações. Tentar aceitar que um framework de persistência de objetos possa dar conta de suas aplicações tendo uma série de SGDBs disponíveis realmente é uma coisa difícil.

[]s